Foto: AP Raúl Castro (E) e o vice-presidente Jose Ramon Machado Ventura aprovam agenda de reformas durante sessão na Assembleia Nacional
Já era esperada a aprovação pelo Parlamento de Cuba das medidas econômicas deliberadas no 6º Congresso do Partido Comunista de Cuba. Um conjunto de decisões que é provavelmente a guinada mais radical desde a tomada do poder em 1959. Certamente que a despeito de toda a incerteza, de toda impopularidade e insatisfação que muito provavelmente haverá de acontecer, foi uma medida corajosa, mais que isto, necessária.
Não será fácil, afinal, após mais de meio século de asfixia, para grande parte do povo cubano viver sem a tutela estatal, mas fato é que não há mesmo a menor condição do Estado cubano continuar a manter um sistema econômico baseado no paternalismo, na artificialidade, que acabou por gerar uma economia paralela.
Por ora, nada sinaliza que Cuba possa aderir ao capitalismo. Só o tempo o dirá. Não o creio. Acredito que haverá sim, a adoção gradual de mais medidas que tornarão o sistema mais flexível, mais arejado economicamente, mas do ponto de vista político, tudo deverá permanecer essencialmente o mesmo. Talvez, quem sabe, uma versão caribenha do sistema chinês.
Uma coisa tenho por certa, já está mais do que na hora de se levantarem quaisquer medidas ainda vigentes do embargo econômico.
Fidel Castro dixit ‘o modelo cubano não serve nem para nós!’