Ecce Homo Andrea Mantegna (Isola di Carturo, circa 1431 – Mantua, 1506)
Este é um dos grandes enigmas da história do Cristianismo. Pode ser mesmo que nunca aconteça uma definitiva certificação científica da autenticidade do Santo Sudário, e mesmo, se provada a veracidade do tecido de linho, serão muitos os que ainda sustentarão que o homem que por ele (o Sudário) foi envolvido não é de fato Jesus Cristo (o que não deixa de ser procedente), mas ainda assim, uma realidade se impõe: é realmente uma peça única. Para que você saiba, há mesmo até quem atribua que o Santo Sudário seja obra do gênio de Leonardo Da Vinci. Está certo que o cara era genial, mas assim é demais.
A relíquia mais importante da cristandade, não é oficialmente tornada pela Igreja um artigo de fé, mas não há como ficar indiferente ao que se vê no Santo Sudário, e por isso ao longo de séculos tem sido merecedor de grande veneração pelo povo cristão, melhor dizendo, católico. A sua história é pontuada de peripécias, e podemos nos admirar até mesmo com o fato do Santo Sudário ainda existir.
Dele diz o Papa João Paulo II:
“Um documento que parecia esperar os nossos tempos… Uma relíquia extraordinária e misteriosa, e se aceitarmos os argumentos de muitos cientistas – uma testemunha singularíssima da Páscoa, da Paixão, da morte e da Ressurreição. Testemunha muda e, ao mesmo tempo, surpreendentemente eloquente".
Após dez anos da sua última exposição pública, o Santo Sudário, como é chamado o tecido de linho egípcio de 4,36m de comprimento por 1,1m de largura, estará sendo exposto até o dia 23 de maio. É aguardada a presença de cerca de dois milhões de visitantes.
Já declarei aqui mesmo neste blog, que sou católico por formação e convicção. Não é importante aos meus olhos que exista o Santo Sudário, ou que seja autêntico ou não. Em sendo verdadeiro, sua importância se reveste de um caráter meramente testemunhal, que comprovará a existência de um homem que teve uma morte extremamente cruel e que pode ter sido Jesus. As marcas da crueldade estão presentes no tecido.
Não é de fato preciso que seja atestada a autenticidade desta ou de qualquer outra relíquia para que eu acredite na existência e na mensagem de Jesus, o Cristo Salvador.
Agora, com certeza eu gostaria de poder vê-lo ‘in loco’, ser um destes dois milhões de visitantes, mas infelizmente a minha agenda estará cheia no período e o bolso vazio, mas se não for este o seu caso, você poderá agendar sua visita para ver de perto o Santo Sudário: Santa Sindone – sito ufficiale
Veja a notícia:
(imagem: http://www.jackbran.pro.br/Santo%20Sudario/santo_sudario_de_turim.htm)
O Santo Sudário de Turim, a mortalha que teria coberto o corpo de Jesus Cristo no sepulcro, está sendo exibido ao público, pela primeira vez em dez anos, a partir deste sábado na catedral desta cidade do norte da Itália.
Até 23 de maio está prevista a visitação de mais de dois milhões de pessoas à capela real da catedral de São João Batista de Turim onde acontece a exposição.
O Santo Sudário, uma peça de linho de 4,36 m de comprimento por 1,10 m de largura na qual, segundo a tradição, ficou gravada a imagem do corpo de Cristo crucificado, foi encontrado em meados do séculos XIV perto de Troyes, na França.
Desde então seguiu-se uma batalha entre científicos céticos e os que acreditam em sua autenticidade.
Historiadores com base na datação pelo método do carbono 14, realizada em 1988, asseguram que o lençol foi fabricado na Idade Média, entre 1260 e 1390.
Mas esta evidência não foi confirmada.
Apesar da polêmica, a relíquia desperta grande fascinação nos fiéis. O presidente da comissão arcebispal de Turim para o Santo Sudário, Giuseppe Ghiberti, não duvidou em qualificá-lo de "instrumento de evangelização".
O Vaticano nunca se pronunciou sobre sua autenticidade, embora o Papa Bento XVI o honrará com uma visita no dia 2 de maio.
Ante o afluxo de visitantes, as autoridades instalaram barreiras numa extensa área em torno da catedral, mobilizando numerosos voluntários e equipes médicas.
Os peregrinos têm, cada um, entre três e cinco minutos, para admirar uma das maiores relíquias da Cristandade.
Fonte: Gina Doggett para a AFP
Veja este documentário bastante interessante:
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